A segunda Tertúlia aconteceu ontem na biblioteca da ESEIG com uma participação significativa da curso de CTDI. Um ambiente acolhedor que proporcionou 2 horas de conversa com os nossos convidados.
A conversa foi iniciada pelo Prof. Doutor António Costa, defensor e utilizador de software livre desde 1993, que clarificou alguns conceitos associados ao software livre, nomeadamente a diferença entre software livre e de código aberto, apresentando as 5 liberdades na utilização de software livre. Também clarificou que software livre não é software freeware! Como graça, baptizou os programadores contribuidores do software livre como Yougrammer (“Tugramador”), na perspectiva de que a filosofia do software livre se baseia no convite a toda a comunidade a contribuir, programando, para a evolução do programa ou aplicação.
O Eng. Reinaldo Ferreira vê a questão da propriedade do software segundo quatro vertentes: social, económica, legal e de liberdade individual.
Também se falou sobre empreendedorismo e inovação, já que o nosso convidado Eng. Reinaldo Ferreira é um exemplo de empreendedorismo com sucesso. Este deixou como conselho que além da ideia inovadora e diferente era necessário preverem se existe mercado, isto é, quem serão os potenciais clientes. Também realçou a importância do trabalho em equipa e a formação de uma equipa multidisciplinar que congregue as competências necessárias para concretizar o projecto.
Falou-se sobre o império Microsoft e o poder que este exerce sobre uma elevada percentagem de utilizadores (pessoas singulares, instituições públicas e privadas), com a sua política de gestão de versões e licenças de produtos que não garantem o suporte dos mesmos.
Também foi levantada a questão sobre o papel das instituições de ensino na selecção das ferramentas a utilizar para ministrar os conceitos de TI. O que acontece na maioria dos casos é que o ensino de TI centra-se simplesmente na apresentação de uma ferramenta e não no conceito que esta preconiza.
É consensual que os utilizadores têm de ser mais críticos e assim mais capazes de escolher a solução – programa, aplicação ou pacote, proprietário ou livre – que melhor se adequa às suas necessidades.
As imagens do evento podem ser vistas no nosso álbum fotográfico:
3 Março 2009 ás 19:29
Foi muito boa essa discussão sobre o software livre e o proprietario.
Eu acho que, no caso de uma empresa, deve-se sim usar um software proprietario, para melhor observação e segurança dos dados da empresa.
No caso das oessioas usarem um software livre apenas em escola, casa e Lan Houses.